sexta-feira, 30 de julho de 2010

Conversar até as quatro da manhã
Hoje eu passei a madrugada conversando com meu namorado (apresentando: João Pedro).Não adianta. Não se entende conversas que acontecem dentro da alma da gente. Não adianta explicar que por algum motivo eu o senti do meu lado o tempo inteiro.

motivo do fundo novo
É que é exatamente aqueles dias em que as gotas de chuva ficam pregadas na janela, secando, dá um sentimento de paz, de que tudo passou. E por sinal, se parece muito com o que eu sinto. Se eu fosse Clarice Lispector, diria que esse é meu "estado de graça."

Comprando livros
Meu namorado me fez uma observação curiosa.Não,não é mesmo uma novidade, mas é curiosa. Sempre que eu saio com ele para algum shopping onde tenham livrarias, acabo comprando um livro. Sempre aqueles com o preço bem baixo, ou seja: os livros que ninguém compra? Sim. No entanto são todos bons, ninguém é que dá ideia para eles. O ultimo que eu comprei se chama " Trapaça mortal" e é o romance inicial de uma série policial. Gosto de tudo que se pareça com mistério, suspense, seja o que for, desde que haja letras e uma boa história. Uma certa vez comprei um que se chama Lanark. (Eu sei, parece com o nome do cientista Lamark) e por sinal, notei uma semelhança imensa entre a personagem principal e o rumo da história com tudo o que cerca Lamark. Gostei muito da história, que para os outros poderia bem ser entendida como um "fim de carreira". O livro começa da parte quatro, ou melhor, livro quatro, tem quase seicentas páginas, uma história que se arrasta entre detalhes e algumas (até muitas) tragédias pessoais, coisa que atualmente não atrai ninguém. E a propósito, li todos os livros da série crepúsculo. (E não, não sou uma tiete de Edwar Cullen, o vampiro de olhos dourados). Enfim, gosto de ler tudo o que me cai nas mãos. Algumas pessoas se assustam com minha voracidade. Mas eu não sei se perco alguma coisa alimentando meu vício por palavras.

Odiar baratas
Ontem por pouco não me senti dignificada por livrar o mundo de mais um desses monstros que habitam a terra balançando anteninhas e, há anos, fazendo com que milhares de mulheres (ou homens) subam em cadeiras e fiquem esperando uma ajuda para não serem ocasionalmente tocadas pelas patinhas toscas de uma barata. Hoje (mais exata, por volta das quatro da manhã) lutei bravamente contra uma, até que ela misteriosamente passou para uma quarta dimensão, onde eu não mais pude achá-la para colocar meu chinelo em ação. Não consegui dormir direito com medo de acordar com a pretuberância viva caminhando sobre minha cama ou quem sabe - acordar com ela subindo pelo meu braço (não gosto nem de imaginar). Ainda é um mistério o paradeiro da monstra. Espero encontrá-la antes que ela mesma me encontre.

Cortes de cabelo confusos
Hoje decidi ir a um cabeleireiro e fazer um corte no meu cabelo, que já estava mais parecido com uma vassoura velha, mas só consegui achar o corte lindíssimo enquanto meu cabelo estava molhado. Acho que estou frustrada com isso.

Dor física?
Não era nada com a alma, disso ela sabia. Sabia? Ou não. Poderia bem ser com a alma, mas ela não sabia como. Apenas procurava as coisas com a visão apurada de tudo. Precisava perder o medo de encontrar o que quer que seja, que fosse alguma verdade plausível. É exatamente nas nossas horas de verdade que sabemos ver o mundo com dor e saber que estamos vivos. Na maioria das vezes sabemos que estamos vivos apenas com a dor latejando insistente. Sabemos que estamos vivos quando ainda há sangue e impulsos nervosos. Aqueles que nos avisarão que tem alguma coisa errada - estamos vivos. Aqueles que nos avisarão que ainda tem algum jeito, mesmo que não se saiba como - estamos vivos. A dor da alma pode sim se tornar algo bem mais superficial do que o imaginado. A dor de alma é profunda e não se vê com os olhos. E sim com a mente.

Cigarros
Já escutou falar de que cigarros são bonitos? Nem em fotos, nada a mais. São apenas rolos de papel e folhas secas que pertencem a um caminho chamado estrada. Da morte.

Fulana de tal com as meias de balé rasgadas
Acho que nunca disse aqui a vontade que tenho em ser jornalista, e escrever todas aquelas matérias, fotografar o mundo, trazer informação aos outros ou até mesmo ser colunista. No entando quando olho para algumas 'reportagens', acabo por ficar desanimada e deprimida. Tanto que me inclino para minha outra opção de vida profissional no momento, que está sendo de fisioterapeuta.
Uma coisa bem é olhar para um título e ler algo que interesse: Outra, BEM diferente é dar de frente com o seguinte: Y(não me vem ao caso citar nomes) sai do balé com meias rasgadas. Bem, e daí? Que interessa meias rosa-claro de balé rasgadas?

Não tenha medo, as feridas vão se cicatrizar
E é só isso. São apenas feridas. Todos nós somos feitos de carne, ossos, sangue. E um numero bem grande de plaquetas. Não se preocupe. Suas feridas vão se cicatrizar.

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