sábado, 7 de agosto de 2010

O dia que a névoa for embora,aquele dia de luta vai sumir.Devagar como uma núvem.Naquele céu que eu nao queria mais ver.O dia em que a cor cinza se transformar em vermelho,talvez haja o que possamos fazer para ver apenas discos voadores e uma luz bem no fundo de cada estrela.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Conversar até as quatro da manhã
Hoje eu passei a madrugada conversando com meu namorado (apresentando: João Pedro).Não adianta. Não se entende conversas que acontecem dentro da alma da gente. Não adianta explicar que por algum motivo eu o senti do meu lado o tempo inteiro.

motivo do fundo novo
É que é exatamente aqueles dias em que as gotas de chuva ficam pregadas na janela, secando, dá um sentimento de paz, de que tudo passou. E por sinal, se parece muito com o que eu sinto. Se eu fosse Clarice Lispector, diria que esse é meu "estado de graça."

Comprando livros
Meu namorado me fez uma observação curiosa.Não,não é mesmo uma novidade, mas é curiosa. Sempre que eu saio com ele para algum shopping onde tenham livrarias, acabo comprando um livro. Sempre aqueles com o preço bem baixo, ou seja: os livros que ninguém compra? Sim. No entanto são todos bons, ninguém é que dá ideia para eles. O ultimo que eu comprei se chama " Trapaça mortal" e é o romance inicial de uma série policial. Gosto de tudo que se pareça com mistério, suspense, seja o que for, desde que haja letras e uma boa história. Uma certa vez comprei um que se chama Lanark. (Eu sei, parece com o nome do cientista Lamark) e por sinal, notei uma semelhança imensa entre a personagem principal e o rumo da história com tudo o que cerca Lamark. Gostei muito da história, que para os outros poderia bem ser entendida como um "fim de carreira". O livro começa da parte quatro, ou melhor, livro quatro, tem quase seicentas páginas, uma história que se arrasta entre detalhes e algumas (até muitas) tragédias pessoais, coisa que atualmente não atrai ninguém. E a propósito, li todos os livros da série crepúsculo. (E não, não sou uma tiete de Edwar Cullen, o vampiro de olhos dourados). Enfim, gosto de ler tudo o que me cai nas mãos. Algumas pessoas se assustam com minha voracidade. Mas eu não sei se perco alguma coisa alimentando meu vício por palavras.

Odiar baratas
Ontem por pouco não me senti dignificada por livrar o mundo de mais um desses monstros que habitam a terra balançando anteninhas e, há anos, fazendo com que milhares de mulheres (ou homens) subam em cadeiras e fiquem esperando uma ajuda para não serem ocasionalmente tocadas pelas patinhas toscas de uma barata. Hoje (mais exata, por volta das quatro da manhã) lutei bravamente contra uma, até que ela misteriosamente passou para uma quarta dimensão, onde eu não mais pude achá-la para colocar meu chinelo em ação. Não consegui dormir direito com medo de acordar com a pretuberância viva caminhando sobre minha cama ou quem sabe - acordar com ela subindo pelo meu braço (não gosto nem de imaginar). Ainda é um mistério o paradeiro da monstra. Espero encontrá-la antes que ela mesma me encontre.

Cortes de cabelo confusos
Hoje decidi ir a um cabeleireiro e fazer um corte no meu cabelo, que já estava mais parecido com uma vassoura velha, mas só consegui achar o corte lindíssimo enquanto meu cabelo estava molhado. Acho que estou frustrada com isso.

Dor física?
Não era nada com a alma, disso ela sabia. Sabia? Ou não. Poderia bem ser com a alma, mas ela não sabia como. Apenas procurava as coisas com a visão apurada de tudo. Precisava perder o medo de encontrar o que quer que seja, que fosse alguma verdade plausível. É exatamente nas nossas horas de verdade que sabemos ver o mundo com dor e saber que estamos vivos. Na maioria das vezes sabemos que estamos vivos apenas com a dor latejando insistente. Sabemos que estamos vivos quando ainda há sangue e impulsos nervosos. Aqueles que nos avisarão que tem alguma coisa errada - estamos vivos. Aqueles que nos avisarão que ainda tem algum jeito, mesmo que não se saiba como - estamos vivos. A dor da alma pode sim se tornar algo bem mais superficial do que o imaginado. A dor de alma é profunda e não se vê com os olhos. E sim com a mente.

Cigarros
Já escutou falar de que cigarros são bonitos? Nem em fotos, nada a mais. São apenas rolos de papel e folhas secas que pertencem a um caminho chamado estrada. Da morte.

Fulana de tal com as meias de balé rasgadas
Acho que nunca disse aqui a vontade que tenho em ser jornalista, e escrever todas aquelas matérias, fotografar o mundo, trazer informação aos outros ou até mesmo ser colunista. No entando quando olho para algumas 'reportagens', acabo por ficar desanimada e deprimida. Tanto que me inclino para minha outra opção de vida profissional no momento, que está sendo de fisioterapeuta.
Uma coisa bem é olhar para um título e ler algo que interesse: Outra, BEM diferente é dar de frente com o seguinte: Y(não me vem ao caso citar nomes) sai do balé com meias rasgadas. Bem, e daí? Que interessa meias rosa-claro de balé rasgadas?

Não tenha medo, as feridas vão se cicatrizar
E é só isso. São apenas feridas. Todos nós somos feitos de carne, ossos, sangue. E um numero bem grande de plaquetas. Não se preocupe. Suas feridas vão se cicatrizar.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Núvens e sonhos bem feitos
Ameaça chover o dia todo, mas não chove. É um faz de conta que o dia pode esfriar mais, ou então ficar mais úmido, tanto faz. Só que qual a origem de todos estes dias que mesmo de dia parecem tanto a noite? São 17:24 da tarde agora. Parecem sete da noite, e eu queria dormir, mas se dormir, vão vir os sonhos. Não gosto de sonhar durante a tarde. Gosto de sonhos bem feitos, durante a noite. O que são sonhos bem feitos? Tudo aquilo que não sejam pensamentos que ganham vida com a essência do sono. Normalmente estes pensamentos me assustam, não gosto deles. Gosto de uma simplicidade fosca da vida. Aquela que nos faz anônimos em nossos próprios sonhos. e Gosto que tudo isso seja apenas um sonho.

Cinema e monstros comedores de carne.
Ontem fui ao cinema com alguns amigos, ora, ver shrek. Acabou que assistimos um filme sobre monstros que sentiam prazer em caçar as pessoas para simplesmente arrancar-lhes a coluna vertebral (não, não especificamente a coluna vertebral,é que para mim essa foi a melhor parte do filme, quando um dos monstrengos arranca um naco de carne do 'mocinho' e que depois eu venho a descobrir que seria nada mais que sua coluna). Pensei que uma amiga minha não fosse ficar até o final do filme. Não tiro razão. Já tive um asco descontrolado de cenas de sangue (e vísceras) mas hoje tenho uma obsessão cega por tudo que é macabro (apenas nos filmes).
PS: Predadores.

Saudade
Apenas o desejo de não apenas ver, olhar, apreciar, tocar, ver se é de verdade. Simplesmente transferir qualquer sentimento de um momento só para dentro de si mesmo, alimento para meses que virão a se seguir sem absorver a essência de uma presença.

Barulho de carros
Olho pela janela da minha casa e escuto tudo, ás vezes tento prestar atenção. O barulho de carros é bem intenso mas é distante. Moro em um bairro tão silencioso. Enquanto queria estar em um bairro movimentado, escutar tudo, ter contato com a vida e, me sentir viva. Mas moro em um bairro silencioso. Me encarrego apenas de suportar. Nem sempre o silêncio cura alguma dor. Essa dor vem de se sonhar com o mundo do nada. E ter o mundo do tudo. Sem querer nada do que se tem nele.

Magnetismo

Ela puxou o vestido do guarda roupa até mesmo com uma espécie de violência quase macia, mas bonita. Tudo o que precisava para se sentir, e se sentia. se sentia agora, no chão. Mas iria levantar, caminhar e olhar para frente. Ou então levantar, e olhar para o céu. Era tudo aquilo que procurava importar; era apenas a ponte que precisava para sair de dentro daquele labirinto. Era um magnetismo que vinha não se sabe de onde, mas que sempre conseuguia puxá-la de volta para a superfície, por mais que a gravidade insistisse em a puxar para baixo. E ela sentia em suas narinas o peso do ar que respirava todos os dias. Era como se fosse água. Água entrando devagar por suas entranhas. Pesando seu peito. Jogando-na para baixo, como uma âncora. Se sentia um peso e não podia evitar. Mas aquele ímã; ele conseguia atraí-la do fundo, não permitia que ela afundasse mais. Ela tambem tinha um dentro de si, e era seu coração.
Mesmo que aquele imã estivesse matando aos poucos algo que ela queria que não morresse. Sua capacidade de pensar. Aquela parte escura, funda, encharcada de um sangue vivo e quente que pulsava ainda. Pulsava, pulsava, pulsava. Ela iria entender um dia. Que não havia dor, apenas o medo. Medo de para onde aquele campo magnético conseguiria levá-la. Foi rápida. Mas ao mesmo tempo demorou a perceber que não viveria mais sem aquela corda invisível, feita aos poucos de um material misterioso, e que tecera um eterno cordão entre um e outro. Sempre a puxava para a superfície. Muitas vezes é bom depender do que dói quase fisicamente a nos ser tirado.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Have no fear your wounds will heal.I wish I could travel overground to where all you hear is water sounds,lush as the wind upon a tree.

Não tenha medo, suas feridas vão cicatrizar.Eu gostaria de poder viajar sobre o chão,
Por onde tudo que você ouve é o som da água exuberante como o vento sobre uma árvore

Kings of convenience - Failure

domingo, 18 de julho de 2010


Não existe nada mais leviano do que um domingo que ameaça chover o dia todo, e no final das contas não demonstra sequer um vestígio, uma gota. O dia está frio, são 18:18. Com frequência é que eu vejo as horas se repetirem, em todos os relógios. E, uma observação estranha: sempre consigo achar o número 23 em todas as horas, em todas as sequências numéricas, desde que eu assisti "número 23". Pode rir. Mas o único problema é o fato de que há mesmo, em todos os números, uma maneira de chegar no tal 23. Comecei a fazer disso um passatempo.

Hoje eu não preciso dizer como foi meu dia. Além das ameaças infundadas de chuva, eu passei uma parte do dia na casa de uma tia minha. E depois voltei para casa com uma pessoa falando bem alto, sentada do meu lado, e cheguei em casa parecendo um papel, pálida, e cheia de náuseas. Sim.Não fale alto demais perto de mim depois do almoço, eu passo mal.
A uma hora dessas meu namorado já desembarcou em São Paulo, deve estar ou muito cansado ou fazendo alguma coisa, não sei. Só sei que é tão ruim saber que ele ta longe... Acho que eu ainda não tinha calculado direito, achei que fosse sentir menos. Mas calma, é so até quarta feira.

Eu estou lendo um livro sobre ditadura militar. A história é de uma jornalista, que fica doente, e não consegue escrever. O livro usa a linguagem do medo. E isso consegue fazer com que eu sinta a história. Afinal, tem que ser assim. Nunca achei graça em livros que não fizessem as imagens e os sons passarem por nossa cabeça.
Não deveria ter escrito nada agora.

Todos nós temos uma tendencia a pensar apenas no que não precisa e agir direto no que agente precisa pensar.

sábado, 17 de julho de 2010

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta, o amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão, o verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar, ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano, isso são só referenciais, ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca, ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Arnaldo Jabor


Na verdade o trecho acima foi tirado de uma comunidade. às vezes eu me sinto mal, por talvez estar perdendo a essência que eu tinha para perceber tanta coisa ao meu redor. Há horas em que ninguém está bem o bastante para saber que amanhã vai ser outro dia. Antes eu colocava uma frase no msn que dizia o seguinte: "apesar de você, amanhã há de ser outro dia". Claro, um monte de gente sempre achava que a frase era para alguém. Não é para ninguém, a não ser eu mesma. É ridículo pensar que as coisas podem mudar, que possam surgir resultados diferentes sem que se faça algo diferente. Tudo isso um dia vai se transformar em uma mistura entorpecente, que dentro de você se torna cada vez mais ácida. Cair na normalidade não é normal.E tentar ser normal não muda o fato de que sempre vai ter a pitada do que você foi dentro de você.É o que eu chamo de uma espécie de semente. Sim, uma semente.

Ler frases de efeito não vai ajudar. Eu tenho uma teoria que, palavras que muita gente lê acabam perdendo a essência. Acabam ficando desgastadas. Por isso não ajudam muito. Eu sei, eu coloquei um "parágrafo de efeito" ali em cima. Mas não foi para tentar suprir mágoa nenhuma. Na verdade eu tento escapar de tanta coisa, até hoje (...) Ler livros, escutar musica, desenhar medusas mutiladas, ou seja la o que for para tentar matar alguma coisa que sempre fica aqui dentro incomodando não resolve. Isso passa amanhã; todo mundo sabe que passa.
E como dizem os sábios, "parar de meter o dedo na ferida"
Isso sempre me deu nojo. Mas depois fez sentido. Acho que ando lendo livros densos demais. Acabo sentindo a densidade deles em mim.

Acho que eu estava com saudade de sentir.

E o sol invadindo mais uma vez algum lugar. O corredor vazio dava uma impressão mórbida de silencio. E o céu parecia brilhar tanto que refletia em todas as árvores, jogando raios difusos lá dentro. A menina estava encostada na janela, parecia não estar mais na terra. O sol queimava seu rosto.E ela estava de olhos fechados, deveria ser para que não fossem ofuscados por aquela luz quase tortuosa. Parecia um céu cada vez mais distante. Tudo o que se via era vermelho, e não azul como realmente deveria ser. Aquilo tudo poderia passar bem de uma tarde calorenta, chata e mansa. Mas era na verdade uma tarde que em alguma hora já fora agitada o bastante. Deveriam estar todos cansados. Todos aqueles que pareciam não contar ao redor dela.A diferença entre ela e os outros talvez fosse mesmo o mundo em que estavam.
De repente, os olhos se abriram e não se viu mais nada a não ser uma luz que cobria tudo em volta dela, e talvez bem no fundo, a escuridão. O que seria a parte boa da escuridão? Todas as vozes agora eram apenas sussurros. E como havia ela sonhado com toda aquela paz. Agora talvez estivesse onde sempre queria estar.
Em algum lugar do universo existia uma parte que não mentia por ela.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Hoje é quarta feira, e eu entrei de férias hoje. Incrível como o céu ás vezes fica mais bonito que nos outros dias. Adoro olhar para o céu, de preferência de tarde. (é fácil perceber pelo tamanho da foto acima rs. Tive uma prova enorme hoje.E estou com um sono insuportável. Mas não quero ir dormir mais uma vez.
Duas semanas dentro de casa. Duas semanas de olhos fechados. Ou não.
Hoje eu acho que entrei por alguns minutos na rua da melancolia. Depois eu acabei esquecendo e me diverti com o modelo (morto e conservado, claro) de ascaris lumbricoides na aula de biologia. é, eu peguei nele. AHA; (adoro aulas práticas). Quando eu cheguei em casa eu tive que sair, pra procurar alguma coisa de comer. Acho que vou passar as férias sozinha e empalidecendo dentro de casa, mais uma vez. Tudo bem.

As coisas acontecem uma de cada vez.

terça-feira, 13 de julho de 2010



Tudo aquilo era assunto de chuva.
Eu tenho saudade de quando eu escutava gotejar na minha janela durante a noite ou à tarde, quando eu estou parada, pensando em alguma coisa. Gosto de sol, descobri isso depois de um tempo. Mas sinto falta de chuva para ter um motivo de me enterrar em casa de vez em quando. Ou então tomar um banho de chuva (o que eu deixei de fazer para manter aparências durante um tempo. Um dia eu fiz. Nunca fiquei tão encharcada na minha vida. Mas rendeu um apelido "carinhoso", ter que secar a casa desde a porta de entrada até o meu quarto, lavar meu uniforme e não, nao me resfriar. Mas acho que lava mesmo a alma. Não é mentira aquilo que dizem sobre chuva lavar a alma de quem anda sob ela.Eu talvez precisasse extrapolar em alguma coisa.
Naturalmente, a reação materna seria logo:
Menina, você poderia ter se resfriado! Mas e daí?
Isso tudo poderia ser evitado se eu fosse uma pessoa sensata.
Mas e quando não se precisa e nem se quer ser sensato, não necessariamente poderá acontecer algum tipo de tragédia grega por isso. Sensatez muitas vezes acaba resultando em tédio. Tédio é um marca - passo para a rua da melancolia.

* À noite, nessa parte do Oeste, as estrelas, como eu já as tinha visto no wyoming,são enormes como fogos de artifício e tão solitárias quanto o príncipe de Dharma, que perdeu seu percurso ancestral e viaja por todos os lugares, no espaço, na calda da Ursa maior,tentando reencontrá-lo.Assim, giravam as estrelas lentamente sob a maquinaria da noite. (On The Road, página 274,linha 8)

PS: Dia internacional do rock, YEAH.